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  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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  • Princípios cristãos a respeito dos estranhos
  • ENVIADOS PRÉ-CRISTÃOS
Despertai! — 1980
g80 22/6 pp. 25-29

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[Matéria extraída, condensada, de Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.]

RESIDENTE FORASTEIRO. [Continuação]

COLONO

Um colono [Heb., tohsháv, colono, peregrino] era um habitante duma terra ou país diferente do seu. Evidentemente alguns dos colonos em Israel tornaram-se prosélitos; outros contentavam-se de morar junto com os israelitas e de obedecer as leis fundamentais da terra, mas não se tornavam adoradores de Jeová como faziam os prosélitos circuncidados. O colono se diferençava do “estrangeiro”, que em geral era transeunte e a quem só se estendia a hospitalidade geralmente concedida aos convidados, no Oriente.

O colono que era morador incircunciso da terra não comia a páscoa, nem qualquer coisa sagrada. (Êxo. 12:45; Lev. 22:10) Obtinha benefícios, junto com os residentes forasteiros e os pobres, durante o ano sabático e o ano do Jubileu, podendo partilhar dos produtos da terra. (Lev. 25:6, 12) Ele ou sua prole podiam ser comprados como escravos pelos israelitas, e transmitidos como herança permanente, sem o direito de recompra ou o benefício da libertação no Jubileu. (Lev. 25:45, 46) Por outro lado, um israelita podia vender-se como escravo a um colono ou aos membros da família do colono, conservando o direito de recompra a qualquer tempo, bem como o de libertação no seu sétimo ano de servidão, ou no Jubileu. — Lev. 25:47-52; Êxo. 21:2; Deu. 15:12.

Ao passo que somente os israelitas naturais tinham posse hereditária da terra, Jeová era o real dono dela, e podia colocá-los na terra ou retirá-los dela conforme fosse apropriado ao seu propósito. A respeito da venda da terra, disse: “De modo que a terra não deve ser vendida em perpetuidade, porque a terra é minha. Pois, do meu ponto de vista sois residentes forasteiros e colonos.” — Lev. 25:23.

ESTRANHO

Considerar as pessoas como estranhas relacionava-se aos assuntos da família arônica e da tribo de Levi, e dizia respeito tanto ao israelita natural como ao residente forasteiro, bem como a todos os demais. As funções sacerdotais foram atribuídas, pela Lei, à família de Arão (Êxo. 28:1-3), e outros assuntos do templo foram designados à tribo de Levi em geral. (Núm. 1:49, 50, 53) Todas as demais pessoas, inclusive os israelitas naturais das doze tribos não levíticas, eram assemelhadas aos ‘estranhos’ com respeito à tribo levítica, em determinados assuntos. (Êxo. 29:33, Tradução do Novo Mundo (MN), nota marginal [ed. 1953, em inglês], “não-aronita, isto é, um homem que não era da família de Arão”; Pontifício Instituto Bíblico, margem, “não pertencente à família sacerdotal de Aarão”; Núm. 3:38 NM, nota marginal [ed. 1953, em inglês], “isto é, um não levita”; Rei Jaime, Bíblia de Jerusalém, ambas em inglês, “leigo”. Veja também Levítico 22:10; Números 3:10.) Segundo o contexto, “estranho”, na maioria das ocorrências no Pentateuco, refere-se a qualquer pessoa que não é da família de Arão, ou não é da tribo de Levi, porque os privilégios e deveres sacerdotais ou ministeriais não lhe foram designados.

O estranho (não-aronita) não podia comer do sacrifício de investidura (Êxo. 29:33), nem ser ungido com o santo óleo de unção (Êxo. 30:33), nem comer nada sagrado. (Lev. 22:10) Um estranho não-aronita não podia cuidar de quaisquer deveres sacerdotais. (Núm. 3:10; 16:40; 18:7) Um estranho não-levita, isto é, mesmo os de qualquer das outras doze tribos, não podia ter nada que ver com aproximar-se do tabernáculo para erguê-lo ou para qualquer outra finalidade diferente da sua vinda para oferecer sacrifícios ou para achegar-se aos sacerdotes na porta da tenda de reunião. (Lev. 4:24, 27-29) A filha dum sacerdote que se casasse com um estranho não-aronita não podia comer da contribuição de coisas sagradas, nem podia fazê-lo seu marido “estranho”. — Lev. 22:12, 13.

Outro sentido em que se usava a palavra estranho era em ligação com a conduta ilícita ou a atitude hostil daqueles que se desviaram do que estava em harmonia com a Lei. Assim, a meretriz era mencionada como “mulher estranha”. (Pro. 2:16; 5:17; 7:5) Israel foi levado à idolatria por seguir os caminhos do “estranho”. — Jer. 2:25; 3:13.

Estranhos, no sentido de pessoas com as quais não se está familiarizado, ou estrangeiros, são também mencionados nas Escrituras Hebraicas. — 1 Reis 3:18; Jó 19:15.

Princípios cristãos a respeito dos estranhos

Nas Escrituras Gregas Cristãs, sublinha-se fortemente o amor ao estranho, como qualidade que o cristão deve exercer. Afirma o apóstolo Paulo: “Não vos esqueçais da hospitalidade [Gr., floxenías, amor aos estranhos], porque por meio dela alguns, sem o saberem, hospedaram anjos.” (Heb. 13:2) Jesus mostrou que aqueles que mostrassem hospitalidade a seus irmãos, embora fossem estranhos ou desconhecidos nessa ocasião, ele considerava como a tendo mostrado para com ele. (Mat. 25:34-46) O apóstolo João escreveu, elogiando Gaio por suas boas obras para com alguns varões cristãos, estranhos para Gaio, enviados para visitar a congregação da qual Gaio era membro, e condena Diótrefes, que não lhes mostrou respeito. — 3 João 5-10; 1 Tim. 5:10.

Os cristãos são chamados de “estranhos”, e “residentes temporários” no sentido de que não são parte deste mundo. (João 15:19; 1 Ped. 1:1) São forasteiros no sentido de que não se ajustam às práticas do mundo hostil a Deus. (1 Ped. 2:11) Os das nações gentias, outrora “estranhos aos pactos da promessa”, sem esperança e “sem Deus no mundo”, mediante Cristo, ‘não são mais estranhos e residentes forasteiros’, mas ‘concidadãos dos santos e membros da família de Deus’. — Efé. 2:11, 12, 19.

ANAQUINS. Uma raça de pessoas de tamanho extraordinário e que habitavam as regiões montanhosas de Canaã, bem como algumas áreas costeiras, especialmente no S. Três homens destacados dentre os anaquins, Aimã, Sesai e Talmai, moravam em Hébron. (Núm. 13:22) Foi aqui que os doze espias hebreus viram pela primeira vez os anaquins, e dez dos espias subseqüentemente fizeram um relato atemorizante dessa experiência, alegando que tais homens eram descendentes dos nefilins pré-diluvianos e que, em comparação com eles, os hebreus eram como “gafanhotos”. (Núm. 13:28-33; Deu. 1:28) Sua elevada estatura resultou em serem usados como padrão de comparação ao se descrever até mesmo os homens gigantescos dentre os emins e os refains. Sua força, evidentemente, motivou o dito proverbial: “Quem se pode manter firme diante dos filhos de Anaque?” — Deu. 2:10, 11, 20, 21; 9:1-3.

Na campanha relâmpago de Josué através de Canaã, ele obteve vitórias sobre os anaquins nas regiões montanhosas, destruindo as cidades deles, mas outros continuaram nas cidades filistéias de Gaza, Asdode e Gate. O registro não declara se os anaquins eram aparentados com os filisteus, como alguns sugerem, ou apenas se associavam com eles. (Jos. 11:21, 22) Mais tarde, Calebe solicitou a cidade de Hébron (ou Quiriate-Arba) e seu território, como Deus lhe prometera. (Jos. 14:12-15; Núm. 14:24) Parece que os anaquins se haviam restabelecido nessa área, talvez enquanto Josué e seu exército continuavam sua conquista nas partes setentrionais de Canaã, e, por isso, Calebe vira-se então obrigado a reconquistar tal território. — Juí. 1:10, 20.

Textos de Execração egípcios (de vasos em que os nomes dos inimigos do faraó eram inscritos e que eram então quebrados como maldição) fazem referência a uma tribo de Anaque, na Palestina.

ANANIAS [Forma grega do nome hebraico, Hananiah, Jeová tem demonstrado favor].

1. Membro da primitiva congregação cristã de Jerusalém. Depois de Pentecostes de 33 E. C., as necessidades físicas dos crentes que permaneceram em Jerusalém foram cuidadas por meio da ajuda mútua entre os cristãos. Estabeleceu-se um fundo comum para tal fim, mantido pelas contribuições que representavam o preço de campos e casas vendidos pelos membros da congregação, e então doados voluntariamente. (Atos 4:34-37) Ananias vendeu um campo e, com pleno conhecimento de sua esposa, apresentou parte do dinheiro obtido, enquanto aparentava entregar a soma total. A doação da soma total, sem dúvida, teria habilitado tanto a ele como a sua esposa a serem sustentados por este fundo comum, e lhe poderia, razoavelmente, granjear também certa medida de elogio e de estima na congregação. No entanto, por meio dum dom especial de conhecimento, através do espírito, Pedro discerniu o fingimento dele, expondo-o como ‘trapaceando o espírito santo e a Deus’, e Ananias caiu e expirou. Quando voltavam os homens que o enterraram, dentro de cerca de três horas, encontraram também morta a esposa dele, Safira, por tentar sustentar a mesma falsidade. — Atos 5:1-10.

2. Um discípulo cristão de Damasco. Depois da conversão de Saulo, Ananias recebeu uma visão em que Jesus lhe forneceu o nome e o endereço de Saulo, com instruções de visitá-lo. Embora de início hesitasse, por saber da ardente perseguição movida por Saulo aos cristãos, Ananias, depois disso, acatou a ordem e dirigiu-se a Saulo, fê-lo recuperar a visão, informou-o de sua comissão de ser testemunha de Deus, e fez arranjos para o batismo dele. Saulo (Paulo), numa defesa posterior perante os judeus opositores, referiu-se a Ananias como um homem “reverente segundo a Lei, de boa reputação entre todos os judeus que moravam [em Damasco]”. Em vista de ser cristão, tais encômios judaicos eram deveras notável testemunho de sua conduta correta. — Atos 9:10-18; 22:12-16.

3. Um sumo sacerdote judaico de cerca de 48 a 58 E. C. Era filho de Nebedo, e fora designado para tal cargo por Herodes, o Rei de Calcis, irmão de Herodes Agripa I. (Antiguidades Judaicas, em inglês, Livro XIX, cap. V, par. 1; Livro XX, cap. V, par. 2) Foi mandado a Roma, em 52 E. C., para ser julgado por causa de certas dificuldades surgidas entre os judeus e os samaritanos, mas foi absolvido por Cláudio César.

Em 56 E. C., quando presidia ao Julgamento de Paulo perante o Sinédrio, Ananias ordenou que Paulo fosse espancado no rosto. Paulo reagiu a isto, predizendo que Deus retribuiria tal ação errada, e referiu-se a Ananias como “parede caiada”. Quando lhe chamaram a atenção por isso, Paulo desculpou-se como não estando cônscio de que a fonte da sua ordem para espancá-lo era o sumo sacerdote, e citou Êxodo 22:28, em reconhecimento de sua obrigação de mostrar devido respeito no tribunal. Alguns sugerem que a alegação de ignorância, por parte de Paulo, se devia a que a posição de Ananias como sumo sacerdote não estava legalmente confirmada, depois de sua volta de Roma, mas a prova disso não é substancial. Poderia simplesmente ser evidência adicional da visão ruim de Paulo, como parece indicada por outros textos. A ordem de Ananias talvez fosse bastante breve e suficientemente carregada de emoção de modo a tornar difícil que Paulo identificasse quem a dera. — Atos 23:2.

Depois do julgamento pelo Sinédrio, Ananias, acompanhado de certos anciãos e de um orador público, viajou para Cesaréia, a fim de manter as acusações contra Paulo perante o Governador Félix. (Atos 24:1) Não se faz mais menção dele no registro bíblico. A história secular, contudo, apresenta-o como uma pessoa orgulhosa e cruel, cuja conduta, tanto durante seu sumo sacerdócio como nos anos que se seguiram à sua remoção, foi marcada pela ganância. Perto do início da revolta judaica de 66-70 E. C., Ananias foi perseguido por elementos dentre a população judaica, por causa de sua colaboração com as autoridades romanas. Embora se ocultasse num aqueduto, foi descoberto e morto.

ANÁS [Abreviação grega do hebraico Hananiah, significando “Jeová tem sido gracioso”].

Designado sumo sacerdote por volta de 6 ou 7 E. C. por Quirino, governador romano da Síria, serviu até o ano 15. (Luc. 2:2) Anás era, por conseguinte, sumo sacerdote quando Jesus, com 12 anos, surpreendeu os mestres rabínicos no templo. (Luc. 2:42-49) O Procurador Valério Grato removeu Anás de sumo sacerdote por alegadamente ultrapassar sua jurisdição delineada pelos romanos. Embora não mais dispusesse do título oficial, todavia, era bem evidente que continuava a exercer grande poder e influência como sumo sacerdote emérito e como voz predominante da hierarquia judaica. Cinco de seus filhos, bem como seu genro, Caifás, serviram cada um por sua vez como sumo sacerdote. Jesus, quando preso, foi primeiro levado a Anás, para interrogatório, e então enviado a Caifás, para julgamento. (João 18:13) O nome de Anás encabeça a lista dos principais oponentes dos apóstolos de Jesus Cristo. — Atos 4:6.

A rica e poderosa casa de Anás era da tribo de Levi, e a venda de sacrifícios no local do templo era uma de suas principais fontes de renda — razão bastante para que procurassem matar Jesus, que duas vezes purificou o templo, o qual tinham transformado num “covil de salteadores”. (João 2:13-16; Mat. 21:12, 13; Mar. 11:15-17; Luc. 19:45, 46) Um motivo adicional para o ódio de Anás contra Jesus e seus apóstolos era, provavelmente, o ensino de Jesus sobre a ressurreição, sendo prova viva dela a ressurreição de Lázaro, e a pregação e o ensino dessa mesma doutrina pelos apóstolos, pois Anás, se era deveras saduceu, não cria na ressurreição. — Atos 23:8; confronte com Atos 5:17.

ANTIGO DE DIAS. Tradução da expressão aramaica ‘attíq yohmín, que significa literalmente “alguém avançado ou idoso em dias”. Este título de Jeová só aparece em Daniel 7:9, 13 e 22, e se alterna com o título “O Supremo” (versículos Daniel 7:18, 22, 25, 27). O cenário é um tribunal em que o Antigo de dias se senta para julgar as potências mundiais, descritas sob os simbolismos de enormes animais. Sua licença de regência sobre a terra é retirada e o “domínio, e dignidade, e um reino” são concedidos a alguém “semelhante a um filho de homem”, a quem se ordena que todos os povos rendam obediência.

O título “Antigo de dias” contrasta apropriadamente o Deus Eterno com as sucessivas potências mundiais que ascendem e caem, e representa Jeová em seu papel de Juiz Majestoso e Venerável de todos. — Sal. 90:2; 75:7.

EMBAIXADOR [Gr., présbys, homem mais velho]. Nos tempos bíblicos, homens mais velhos, de idade madura, eram escolhidos como embaixadores.

Jesus Cristo veio como “apóstolo” ou “enviado” de Jeová Deus. É ele quem “lançou luz sobre a vida e a incorrução por intermédio das boas novas”. — Heb. 3:1; 2 Tim. 1:10.

Depois de Cristo ser ressuscitado e ascender aos céus, não mais estando na terra em pessoa, seus seguidores fiéis foram designados para atuar em seu lugar, “substituindo a Cristo” como embaixadores de Deus. Paulo menciona especificamente seu cargo de embaixador. (2 Cor. 5:18-20) Ele, como todos os seguidores ungidos de Jesus Cristo, foi enviado às nações e às pessoas alienadas de Jeová Deus, o Soberano Supremo — sendo embaixadores junto a um mundo que não está em paz com Deus. (João 14:30; 15:18, 19; Tia. 4:4) Como embaixador, Paulo portava uma mensagem de reconciliação com Deus, mediante Cristo e, por conseguinte, falava de si mesmo, enquanto preso, como “embaixador em cadeias”. (Efé. 6:20) Estar ele em cadeias era demonstração da atitude hostil deste mundo para com Deus e Cristo, e o governo messiânico do reino, pois os embaixadores têm gozado de imunidade, desde os tempos imemoriais. Da parte das nações, quando elas desrespeitavam os embaixadores enviados para representar o reino de Deus por Cristo, isto revelava a maior hostilidade possível e era a forma mais grosseira de insulto.

Ao cumprir seu papel de embaixador, Paulo respeitava as leis do país, mas permanecia estritamente neutro quanto às atividades políticas e militares do mundo. Isto se harmonizava com o princípio de que os embaixadores dos governos mundanos têm de obedecer à lei, mas estão isentos de ser leais ao país a que são enviados.

Como o apóstolo Paulo, todos os seguidores fiéis, ungidos, gerados pelo espírito, de Cristo, que possuem cidadania celeste, são “embaixadores, substituindo a Cristo”. — 2 Cor. 5:20; Fil. 3:20.

Como uma pessoa recebe tais embaixadores de Deus determina como Deus lidará com ela. Jesus Cristo delineou tal princípio, em sua ilustração do homem que possuía um vinhedo e que enviou seus escravos, primeiro como seus representantes, e daí seu filho, a quem os vinhateiros mataram. Devido a isto, o dono do vinhedo trouxe a destruição sobre os vinhateiros hostis. (Mat. 21:33-41) Jesus forneceu outra ilustração, a do Rei cujos escravos foram mortos quando atuavam quais mensageiros que convidavam pessoas para uma festa de casamento. Os que receberam os representantes dele de tal modo foram reputados inimigos do rei. (Mat. 22:2-7) Jesus declarou claramente tal princípio, ao dizer: “Quem receber a qualquer que eu enviar, recebe também a mim. Por sua vez, quem me receber, recebe também aquele que me enviou.” — João 13:20; veja também Mateus 23:34, 35; 25:34-46.

Jesus também usou a obra de promoção da paz de um embaixador para ilustrar nossa necessidade individual de pedirmos termos de paz a Jeová Deus, e desistirmos de tudo para seguir as pisadas de seu Filho, a fim de obtermos o favor de Deus e a vida eterna. (Luc. 14:31-33) Inversamente, ilustrou a tolice de nos associarmos com aqueles que enviam embaixadores para falar contra aquele a quem Deus confere poder régio. (Luc. 19:12, 14, 27) Os gibeonitas constituem bons exemplos de ação na busca jeitosa e bem sucedida da paz. — Jos. 9:3-15, 22-27.

ENVIADOS PRÉ-CRISTÃOS

Nos tempos pré-cristãos, não existia um cargo governamental oficial que correspondesse exatamente ao de embaixador dos dias atuais. Não existia uma autoridade residente que representasse um governo estrangeiro. Por isso, os termos “mensageiro” e “enviado” descrevem mais exatamente seus deveres, nos tempos bíblicos. No entanto, sua categoria e status, ou posição, eram, em muitos sentidos, similares aos de embaixadores, e alguns destes aspectos são considerados aqui. Tais homens eram representantes oficiais que levavam mensagens entre os governos e os regentes, de per si.

Diferente dos embaixadores hodiernos, os enviados ou mensageiros antigos, visto que não moravam nas capitais estrangeiras, eram enviados somente em ocasiões especiais, para finalidades específicas. Não raro, eram pessoas categorizadas (2 Reis 18:17, 18) e seu cargo era altamente respeitado. Por conseguinte, gozavam de imunidade pessoal ao visitarem outros regentes.

O tratamento concedido aos mensageiros ou enviados dum regente era considerado como demonstrado ao regente e seu governo. Assim, quando Raabe mostrou favor aos mensageiros enviados a Jericó como espias, por Josué, ela realmente agia dessa forma por reconhecer que Jeová era o Deus e o Rei de Israel. Jeová, mediante Josué, mostrou-lhe concordemente favor. (Jos. 6:17; Heb. 11:31) Flagrante violação do costume internacional, não escrito, de respeito pelos enviados, foram as medidas tomadas por Hanum, Rei de Amom, a quem o Rei Davi enviara alguns servos, num gesto de amizade. O Rei de Amom escutou a seus príncipes, que falsamente chamaram os mensageiros de espiões, e publicamente os humilharam, demonstrando o desrespeito dele por Davi e seu governo. Estas medidas desonrosas levaram à guerra. — 2 Sam. 10:2 a 11:1; 12:26-31.

Ao contrário do costume hodierno de chamar de volta um embaixador quando se rompem relações diplomáticas com outro governo, os povos dos tempos antigos, em épocas de tensão, enviavam uns aos outros mensageiros ou enviados, como porta-vozes, no esforço de restabelecer relações pacíficas. Isaías fala de tais “mensageiros de paz”. (Isa. 33:7) Ezequias enviou um apelo de paz a Senaqueribe, Rei da Assíria. Embora Senaqueribe estivesse ameaçando as cidades fortificadas de Judá, os mensageiros gozaram de livre trânsito por parte dos assírios, porque atuavam como enviados de Ezequias. (2 Reis 18:13-15) Outro exemplo disto pode ser visto no registro sobre Jefté, juiz de Israel. Ele enviou mensageiros com uma carta de protesto contra a ação errada por parte do Rei dos amonitas, e para acabar com uma disputa sobre direitos territoriais. Se possível, Jefté, por meio de seus enviados, teria resolvido o assunto sem guerra. Permitiu-se que tais mensageiros transitassem livremente de uma parte para outra, entre os exércitos. — Juí. 11:12-28.

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