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  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia
  • Despertai! — 1980
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  • SIGNIFICADO CRISTÃO
  • TOLERA A ADORAÇÃO FALSA
  • CONSTRUÇÃO DA CAPITAL E VITÓRIAS SOBRE A SÍRIA
  • ASSASSINATO DE NABOTE, E SUAS CONSEQÜÊNCIAS
  • INSCRIÇÕES MOABITAS E ASSÍRIAS
Despertai! — 1980
g80 8/5 pp. 16-19

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[De Aid to Bible Understanding, Edição de 1971, extraímos a matéria abaixo, condensada.]

ADOÇÃO. O reconhecimento, como filho ou filha, de alguém que não é tal pela relação natural.

Nas Escrituras Hebraicas, a adoção não é considerada do ponto de vista do procedimento legal, mas a idéia básica é delineada em diversos casos. Parece que Abraão, antes do nascimento de Ismael e de Isaque, considerava seu escravo, Eliézer, pelo menos em linha para uma posição similar à de um filho adotivo, e como o provável herdeiro da casa de Abraão. (Gên. 15:2-4) O costume de adotar escravos como filhos há muito tem sido uma prática oriental comum, e, como tais, possuíam direitos de herança, embora não acima dos dos filhos que descendiam naturalmente do pai.

Raquel e Léia consideravam ambos os filhos nascidos de Jacó, com suas servas, como filhos delas mesmas, ‘nascidos sobre os seus joelhos’. (Gên. 30:3-8, 12, 13, 24) Tais filhos eram os herdeiros, junto com os nascidos diretamente das esposas legais de Jacó. Eram filhos naturais do pai e, visto que as escravas eram propriedade das esposas, Raquel e Léia possuíam direitos de propriedade sobre tais filhos.

O menino Moisés foi mais tarde adotado pela filha de Faraó. (Êxo. 2:5-10) Visto que os homens e as mulheres gozavam de direitos iguais sob a lei egípcia, a filha de Faraó estava em posição de exercer o direito de adoção.

SIGNIFICADO CRISTÃO

Nas Escrituras Gregas, a figura da adoção é empregada várias vezes pelo apóstolo Paulo com respeito à nova condição dos chamados e escolhidos por Deus. Tais pessoas, nascidas quais descendentes do imperfeito Adão, estavam em escravidão ao pecado e não possuíam a inerente filiação de Deus. Através da compra por meio de Cristo Jesus, obtêm a adoção quais filhos e também se tornam herdeiros junto com Cristo, o Filho unigênito de Deus. (Gál. 4:1-7; Rom. 8:14-17) Não adquirem tal filiação de modo natural, mas pela escolha de Deus, e segundo a Sua vontade. (Efé. 1:5) Ao passo que são reconhecidos como filhos de Deus desde o tempo em que Deus os gera por meio de seu espírito (1 João 3:1; João 1:12, 13), sua obtenção plena deste privilégio como filhos espirituais de Deus, segundo se mostra, depende de sua fidelidade até o fim. (Rom. 8:17; Rev. 21:7) Assim, Paulo fala deles como ‘esperando seriamente a adoção como filhos, serem livrados de seus corpos por meio de resgate’. — Rom. 8:23.

Tal estado adotivo traz benefícios de libertação dum “espírito de escravidão, causando novamente temor”, substituindo-o pela confiança de filhos; de esperança duma herança celeste garantida pelo testemunho do espírito de Deus. Ao mesmo tempo, lembra-se a tais filhos espirituais, pela sua adoção, que tal posição se deve à benignidade imerecida e à escolha de Deus, ao invés de a seu direito herdado. — Rom. 8:15, 16; Gál. 4:5-7.

Em Romanos 9:4 Paulo fala dos israelitas carnais como aqueles “a quem pertencem a adoção como filhos, e a glória, e os pactos, e a promulgação da Lei”, e isto evidentemente se refere à posição ímpar concedida a Israel enquanto era o povo pactuado de Deus. Assim, Deus, vez por outra, mencionava Israel como “meu filho”. (Êxo. 4:22, 23; Deu. 14:1, 2; Isa. 43:6; Jer. 31:9; Osé. 1:10; 11:1; compare com João 8:41.) A filiação real, contudo, aguardava a provisão de resgate feita mediante Cristo Jesus e dependia da aceitação desse arranjo divino e da fé nele. — João 1:12, 13; Gál. 4:4, 5; 2 Cor. 6:16-18.

ADULTÉRIO. Relações sexuais voluntárias de uma pessoa casada com alguém do sexo oposto que não é seu cônjuge, ou, durante o tempo em que a lei mosaica vigorava, tais relações sexuais de qualquer homem com uma mulher casada ou noiva.

A lei de Jeová separava Israel e elevava a condição moral do casamento e da vida marital a um nível muito mais elevado do que o das nações circunvizinhas O sétimo mandamento do Decálogo declarava em linguagem direta, inequívoca: “Não deves cometer adultério.” (Êxo. 20:14; Deu. 5:18; Luc. 18:20) A invasão adúltera do domínio de outro homem era proibida, bem como outras formas de má conduta sexual. — Veja FORNICAÇÃO; PROSTITUTA.

Sob a lei de Moisés, a penalidade do adultério era severa — a morte de ambas as partes: “Caso um homem seja encontrado deitado com uma mulher que tenha dono, então ambos têm de morrer juntos.” Isto se aplicava até a uma mulher noiva ou prometida em casamento, sendo considerado que ela cometera adultério caso tivesse relações sexuais com um homem que não fosse aquele de quem era devidamente noiva. (Deu. 22:22-24) Se suspeita de adultério, a esposa tinha de ser julgada. — Núm. 5:11-31.

Os cristãos, que não estão sob a lei mosaica precisam também refrear-se do adultério. “Pois o código da lei: ‘Não deves cometer adultério’, . . . está englobado nesta palavra, a saber: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’” Não pode haver nenhuma hipocrisia neste assunto. (Rom. 13:9; 2:22) Ao ensinar princípios bíblicos, Jesus elevou o padrão moral ainda mais alto para o Israel espiritual. Ele disse: “Todo aquele [isto quer dizer, todo homem casado] que persiste em olhar para uma mulher, ao ponto de ter paixão por ela, já cometeu no coração adultério com ela.” Tais homens acham-se entre aqueles que “têm olhos cheios de adultério”. — Mat. 5:27, 28; 2 Ped. 2:14.

Adulterar é “realmente pecar contra Deus”. (Gên. 39:9) Jeová julgará os culpados de adultério, e ninguém que persista em tal proceder ‘herdará o reino de Deus’. (Mal. 3:5; 1 Cor. 6:9, 10; Heb. 13:4) Quão verdadeiro é o provérbio: “Quem comete adultério com uma mulher é falto de coração; quem faz isso, arruína a sua própria alma.” — Pro. 6:32-35.

Em sentido espiritual, o “adultério” denota infidelidade a Jeová por parte dos que estão ligados a ele num pacto. O Israel natural, no pacto da Lei, por conseguinte, era culpado de adultério espiritual, devido às práticas religiosas falsas, algumas das quais incluíam ritos de adoração do sexo e a desconsideração do sétimo mandamento. (Jer. 3:8, 9; 5:7, 8; 9:2; 13:27; 23:10; Osé. 7:4) Por razões similares, Jesus denunciou a geração adúltera dos judeus de seus dias. (Mat. 12:39; Mar. 8:38) Semelhantemente, se os cristãos que se dedicam a Jeová e que estão, atualmente, no novo pacto, maculam-se com o atual sistema de coisas, cometem adultério espiritual. — Tia. 4:4.

ÁGABO. Profeta cristão que, junto com outros profetas, desceu de Jerusalém até Antioquia da Síria, durante o ano da permanência de Paulo ali. Ágabo predisse, mediante o espírito, “que uma grande fome estava para vir sobre toda a terra habitada [Gr., oikouménem]”. (Atos 11:27, 28) A respeito do uso da palavra oikouméne neste texto, Barnes’ Notes on the New Testament (Notas de Barnes Sobre o Novo Testamento, p. 451) declara: “A palavra usada aqui . . . usualmente denota o mundo habitável, as partes da terra que são cultivadas e ocupadas. Às vezes limita-se, contudo, a indicar uma terra inteira ou país, em contraste com as partes dela; assim, para indicar a inteira terra da Palestina, diferençando-a de suas partes, ou para indicar que certo evento se referiria a toda a terra, e não se confinaria a uma ou mais partes, como a Galiléia, Samaria, etc.” — Compare com Lucas 2:1.

Parece que os irmãos em Antioquia entenderam que tal profecia aplicava-se à terra da Palestina, visto que o próximo versículo (Atos 11:29) declara que determinaram “prover aos irmãos que moravam na Judéia uma subministração de socorros”. Conforme declara o relato, tal profecia cumpriu-se no reinado do Imperador Cláudio I (41-54 E.C.). O historiador judeu Josefo (Antiguidades Judaicas, em inglês, Livro XX, cap. II, par. 5; cap. V, par. 2) refere-se a esta “grande fome”, e indica que durou três anos ou mais.

Perto do fim da última viagem missionária de Paulo (por volta de 56 E.C.), Ágabo encontrou-se com ele em Cesaréia, e ilustrou uma profecia sobre a futura prisão de Paulo em Jerusalém por amarrar suas próprias mãos e pés com o cinto de Paulo. — Atos 21:8-11.

ACABE [irmão do pai].

Filho de Onri, e Rei do reino setentrional de Israel. Regeu em Samaria por vinte e dois anos, de 940 a 919 A.E.C., e foi sucedido ao morrer por seu filho, Acazias. — 1 Reis 16:28, 29; 22:40, 51.

TOLERA A ADORAÇÃO FALSA

O registro de Acabe foi um dos piores com respeito à área vital da adoração verdadeira. Não só continuou a corrompida adoração a Jeová por meio dos bezerros de ouro de Jeroboão, mas Acabe também permitiu que a adoração de Baal infetasse Israel numa escala sem precedentes, devido a seu casamento prematuro com Jezabel, a filha de Etbaal, Rei de Sídon. Josefo, citando o historiador antigo, Menandro, refere-se a Etbaal como Itobalo, e o relato [Against Apion (Contra Ápio), Livro I, par. 18] conta que era o sacerdote de Astartéia antes de ascender ao trono por assassinar o rei. Acabe permitiu que Jezabel, sua esposa pagã, o levasse à adoração de Baal, construísse um templo para Baal, e erigisse um poste sagrado em honra a Astorete (Astartéia). (1 Reis 16:30-33) Não demorou muito até que havia quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal, e quatrocentos profetas do poste sagrado, todos sendo alimentados à mesa real de Jezabel. (1 Reis 18:19) Os profetas verdadeiros de Jeová eram mortos pela espada e somente as medidas tomadas por Obadias, um homem de fé, encarregado da casa de Acabe, preservou a vida de cem deles, por ocultá-los em cavernas, onde sobreviveram a pão e água. — 1 Reis 18:3, 4, 13; 19:10.

Como resultado de se voltar para a adoração de Baal, Acabe foi informado por Elias da vinda de grave seca que, segundo Lucas 4:25 e Tiago 5:17, abrangeu um período de três anos e seis meses. (1 Reis 17:1; 18:1) Somente a pedido de Elias retornariam as chuvas, e, embora Acabe o procurasse em todas as nações e reinos circunvizinhos, Elias ficou fora de seu alcance até o tempo devido. (1 Reis 17:8, 9; 18:2, 10) Acabe então empenhou-se de lançar a culpa da seca e da fome sobre Elias, acusação essa que Elias refutou, mostrando que a verdadeira causa era a adoração de Baal, patrocinada por Acabe. Uma prova realizada no topo do monte Carmelo provou que Baal não era uma entidade, e manifestou a Jeová como o Deus verdadeiro; os profetas de Baal foram mortos às ordens de Elias, e, pouco depois disso, uma chuvarada de encharcar tudo trouxe fim à seca. (1 Reis 18:17-46) Acabe dirigiu-se de volta a Jezreel, e para sua esposa, a quem informou das ações de Elias contra o baalismo. Jezabel reagiu com violenta ameaça contra Elias, resultando em sua fuga para o monte Horebe. — 1 Reis 19:1-8.

CONSTRUÇÃO DA CAPITAL E VITÓRIAS SOBRE A SÍRIA

Crê-se que as construções de Acabe incluíram a conclusão das fortificações da cidade de Samaria, reveladas pela arqueologia como consistindo em três muralhas imensamente fortes de primorosa execução. As escavações revelaram uma plataforma palaciana que media cerca de 96 metros de N a S, com paredes que fornecem evidência de terem sido recobertas de mármore branco. Numerosos painéis de marfim para decoração de mobília, e painéis de parede, foram encontrados, talvez relacionados com a “casa de marfim” de Acabe, mencionada em 1 Reis 22:39. (Compare com Amós 3:15; 6:4.) Mas, a riqueza da cidade e a força de sua posição logo foram colocadas à prova em um sítio que o sírio Ben-Hadade lançou contra Samaria, na chefia de uma coligação de trinta e dois reis. De início aquiescendo mansamente às demandas do agressor, Acabe então se recusou a concordar voluntariamente com o virtual saque de seu palácio. As negociações de paz se frustraram e, por orientação divina, Acabe utilizou um estratagema de batalha que pegou desprevenido o inimigo, e levou à matança deste, embora Ben-Hadade escapasse. — 1 Reis 20:1-21.

Convencido de que Jeová era apenas um ‘deus dos montes’, Ben-Hadade retornou no ano seguinte com uma força militar de igual tamanho, mas alinhou-se para a batalha em Afeque, no vale do Esdrelom, ao invés de avançar para a região montanhosa de Samaria. Afeque situava-se próxima de Jezreel, onde Acabe possuía sua residência preferida e um palácio. (1 Reis 21:1) As forças israelitas avançaram para o local da batalha, mas pareciam “dois minúsculos rebanhos de caprídeos” comparadas ao maciço acampamento sírio. Reasseguradas pela promessa de Jeová, de demonstrar que Seu poder não era controlado pela geografia, as forças de Acabe impuseram esmagadora derrota ao inimigo. (1 Reis 20:26-30) No entanto, bem semelhante ao que o Rei Saul fez com Agague, o amalequita, Acabe permitiu que Ben-Hadade sobrevivesse e concluiu um pacto com ele, pelo qual as cidades capturadas seriam devolvidas a Israel e ruas de Damasco seriam designadas a Acabe, evidentemente visando o estabelecimento de comissários israelitas residentes que cuidariam dos interesses comerciais e políticos do reino de Acabe naquela capital síria. (1 Reis 20:31-34) Similar a Saul, Acabe foi condenado por Jeová por causa disso, sendo predita a calamidade futura para ele e seu povo. — 1 Reis 20:35-43.

ASSASSINATO DE NABOTE, E SUAS CONSEQÜÊNCIAS

Durante um intervalo de paz de três anos, Acabe voltou sua atenção para a aquisição do vinhedo de Nabote de Jezreel, um terreno muito desejado por Acabe porque se limitava com os terrenos do palácio residencial. Quando Nabote recusou a solicitação, a base da lei de Deus sobre a inviolabilidade das possessões hereditárias, Acabe petulantemente retirou-se para sua casa, onde se deitou em seu divã, com o rosto voltado para a parede, recusando-se a comer. Ao saber a causa de seu desalento, a Jezabel pagã fez arranjos para o assassínio de Nabote, sob o manto dum julgamento de blasfêmia, usando cartas escritas em nome de Acabe. Quando Acabe foi apossar-se do terreno cobiçado, encontrou-se com Elias, que o denunciou duramente como assassino, e como alguém que se vendeu para praticar a iniqüidade, movido pelas constantes aguilhoadas de sua esposa pagã. Assim como cães lamberam o sangue de Nabote, assim também os cães lamberiam o sangue de Acabe, e a própria Jezabel e os descendentes de Acabe se tornariam comida para cães e aves de rapina. Essas palavras calaram fundo, e, com profundo pesar, Acabe jejuou em serapilheira, alternadamente se sentando e andando de um lado para o outro, abatido. À base disto, certa medida de misericórdia lhe foi estendida com respeito ao tempo em que a calamidade sobreviria à sua casa. — 1 Reis 21:1-29.

As relações de Acabe com Judá ao S foram fortalecidas por meio duma aliança matrimonial em que Atalia, a filha de Acabe, casou-se com Jeorão, filho do Rei Jeosafá. (1 Reis 22:44; 2 Reis 8:18, 26; 2 Crô. 18:1) Durante uma visita amigável de Jeosafá a Samaria, Acabe o induziu a apoiá-lo no esforço de retomada de Ramote-Gileade dos sírios, que evidentemente não cumpriram de forma plena os termos do pacto feito por Ben-Hadade. Ao passo que um grupo de falsos profetas expressou em coro suas garantias de êxito, por insistência de Jeosafá foi chamado o profeta Micaías, odiado por Acabe, que predisse certeira calamidade. Ordenando a prisão de Micaías, Acabe teimosamente prosseguiu com o ataque, embora tomando a precaução de disfarçar-se, mas foi atingido por um arqueiro sírio, de modo que morreu lentamente. Seu corpo foi levado a Samaria, para ser ali enterrado, e, quando “começaram a lavar o carro de guerra junto ao reservatório de Samaria . . . os cães lambiam o sangue dele”. Escavou-se grande bacia artificial do lado N do espaçoso pátio do palácio em Samaria, e este talvez seja o local do cumprimento da profecia. — 1 Reis 22:1-38.

INSCRIÇÕES MOABITAS E ASSÍRIAS

Faz-se menção de reconstrução de Jericó durante o reinado de Acabe, talvez como parte dum programa de fortalecimento do controle de Israel sobre Moabe. (1 Reis 16:34; compare com 2 Crônicas 28:15.) A Pedra Moabita, do Rei Mesa, de Moabe, fala do domínio de Moabe pelo Rei Onri e seu filho (Acabe).

As inscrições assírias que descrevem a batalha travada entre Salmaneser III e uma coalizão de doze reis em Qarqar incluem o nome A-ha-ab-bu como membro da coalizão. A maioria dos peritos aceitam isto, em geral, como referência ao Rei Acabe de Israel; contudo, quanto à evidência de que tal identificação está sujeita a dúvidas, veja o verbete SALMANESER.

ACAZ [ele, i. e., Jeová, tem-se apoderado].

O filho do Rei Jotão, de Judá. Começou a reinar com 20 anos e continuou durante dezesseis anos, até 745 A.E.C. (2 Reis 16:2; 2 Crô. 28:1) Visto que Ezequias, filho de Acaz, tinha 25 anos quando começou a reinar, isto significaria que Acaz tinha menos de doze anos quando se tornou pai dele. No entanto, certo manuscrito hebraico e também as versões Septuaginta e Pesito de 2 Crônicas 28:1 fornecem “vinte e cinco anos” como a idade de Acaz no início do seu reinado. Seja qual for sua idade exata, Acaz morreu relativamente jovem e deixou um registro de coerente delinqüência.

Apesar de Isaías, Oséias e Miquéias terem todos profetizado ativamente durante o tempo de Acaz, crassa idolatria marcou seu reinado. Não só a permitiu entre seus súditos, mas também, pessoalmente, e com regularidade, empenhou-se em fazer sacrifícios pagãos, ao ponto de oferecer seu(s) próprio(s) filho(s) no fogo, no vale de Hinom. (2 Reis 16:3, 4; 2 Crô. 28:3, 4) Devido a tal entrega à adoração falsa, a regência de Acaz foi afligida por um dilúvio de dificuldades. A Síria e o reino setentrional de Israel se combinaram para atacar Judá no N, os idumeus aproveitaram a oportunidade para atingi-la do SE, e os filisteus a invadiram do O. O valioso porto de Elate, no golfo de Acaba, foi perdido. Zicri, poderoso efraimita, matou um filho do Rei e dois dos homens principais de Acaz, na incursão do reino setentrional que resultou na matança de cento e vinte mil em Judá, e em cerca de duzentos mil judeus serem levados cativos. Apenas a intervenção do profeta Odede, com o apoio de certos homens da liderança de Efraim, fizeram com que tais cativos fossem libertos, para voltar a Judá. — 2 Crô. 28:5-15, 17-19; 2 Reis 16:5, 6; Isa. 7:1.

O ‘coração estremecente’ de Acaz deveria ter sido fortalecido pela mensagem do profeta Isaías, da parte de Deus, garantindo-lhe que Jeová não permitiria que a dupla siro-israelita destruísse Judá e colocasse no trono um homem que não era da linhagem davídica. Mas, quando convidado a solicitar um sinal de Deus, o idólatra Acaz replicou: “Não o pedirei, nem porei Jeová à prova.” (Isa. 7:2-12) Todavia, foi predito que, como sinal, uma donzela daria à luz um filho, Emanuel (Deus está conosco), e que, antes de o menino ter crescido, o Rei da Assíria eliminaria a ameaça a Judá. — Isa. 7:13-17; 8:5-8.

[Continua]

[Foto na página 19]

Selo que diz: “Pertence a Usna, servo de Acaz.”

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