Missionários zelosos impulsionam o crescimento
A partir de meados dos anos 70, missionários formados em Gileade não paravam de chegar, dando impulso à obra em Serra Leoa e na Guiné. Alguns tinham servido em outras regiões da África e se adaptaram rapidamente às condições locais. Outros eram novos na África. Como eles lidariam com o “cemitério do homem branco”? Veja os comentários que fizeram.
“As pessoas eram humildes e estavam espiritualmente famintas. Fiquei muito feliz por ver como a verdade melhorou a vida delas.” — Hannelore Altmeyer.
“O clima tropical e as doenças eram um desafio. Mas a alegria de ajudar pessoas sinceras a servir a Jeová compensou tudo isso.” — Cheryl Ferguson.
“Aprendi a ter paciência. Quando perguntei a uma irmã quando as visitas dela chegariam, ela respondeu: ‘Talvez hoje. Talvez amanhã. Ou talvez depois de amanhã.’ Acho que fiz uma cara de surpresa porque ela fez questão de dizer: ‘Mas elas virão!’” — Christine Jones.
“No lar missionário de Freetown, moravam 14 missionários de diferentes culturas e grupos étnicos. Dividíamos dois sanitários, um chuveiro, uma máquina de lavar e uma cozinha. Os mantimentos eram escassos e de má qualidade. Às vezes ficávamos dias sem eletricidade. A maioria de nós pegou malária e outras doenças tropicais. Embora isso pareça uma receita para o desastre, nós aprendemos a conviver um com o outro, a perdoar e a rir em situações difíceis. Era um prazer estar na pregação, e os missionários fizeram grandes amizades.” — Robert e Pauline Landis.
“Os anos que passamos em Serra Leoa estão entre os melhores de nossa vida. Não temos do que nos arrepender ou do que reclamar. Só sentimos muita saudade dessa época.” — Benjamin e Monica Martin.
“Uma vez, estávamos na casa de uma mulher interessada que nos ofereceu uma refeição um tanto estranha. ‘É víbora’, disse a mulher. ‘Mas eu já tirei as presas. Querem um pouco?’ Com jeito, recusamos, mas ela insistiu. Embora essas experiências tenham sido desafiadoras, nós gostávamos da hospitalidade que demonstravam e os amávamos muito por isso.” — Frederick e Barbara Morrisey.
“Durante meus 43 anos de serviço missionário, convivi com mais de cem missionários. Foi um grande privilégio conhecer tantas pessoas, cada uma com sua personalidade, mas todas trabalhando com o mesmo objetivo. E que alegria é ser colaboradora de Deus e ver pessoas aceitarem a verdade da Bíblia!” — Lynette Peters.
Desde 1947, já serviram em Serra Leoa 154 missionários, e na Guiné, 88. Muitas outras Testemunhas de Jeová serviram nesses países onde a necessidade era maior. Atualmente, há 44 missionários em Serra Leoa, e 31 na Guiné. Os sacrifícios que fizeram e seus esforços incansáveis tocaram o coração de muitas pessoas. Alfred Gunn, membro da Comissão de Filial há muitos anos, disse: “Lembramos deles com muito carinho.”
Que alegria é ser colaboradora de Deus e ver pessoas aceitarem a verdade da Bíblia!”
Sede e lar missionário de Freetown (1965-1997)
Um grupo no serviço de campo atravessa
um lamacento campo de arroz
Pauline Landis dirigindo um estudo bíblico