A duração da vida
UMA existência de longa duração ou de “longura de dias” é uma dádiva satisfatória da parte de Jeová, a Fonte da vida. (Sal. 91:16; 36:9) Seu propósito original foi que o homem usufruísse uma vida que nunca acabaria. Mas, Adão perdeu a oportunidade de ‘viver por tempo indefinido’, por causa da desobediência, e, em resultado disso, nossos dias são “como uma sombra”. (Gên. 2:9, 17; 3:22; 1 Crô. 29:15) Entre estes dois extremos, a Bíblia registra vidas de duração muito maior do que a dos homens hoje em dia. Alguns dos patriarcas antediluvianos, alistados na tabela que segue, tinham uma vida que chegava perto de mil anos de duração, a mais longa sendo a de Metusalém, que viveu 969 anos. — Gên. 5:27.
Duração da Vida dos Patriarcas
NOME GÊNESIS ANOS DE VIDA
Adão 5:5 930
Sete 5:8 912
Enos 5:11 905
Quenã 5:14 910
Malalel 5:17 895
Jarede 5:20 962
Enoque 5:23 365
Metusalém 5:27 969
Lameque 5:31 777
Noé 9:29 950
Sem 11:10, 11 600
Arpaxade 11:12, 13 438
Selá 11:14, 15 433
Éber 11:16, 17 464
Pelegue 11:18, 19 239
Reú 11:20, 21 239
Serugue 11:22, 23 230
Naor 11:24, 25 148
Tera 11:32 205
Abraão 25:7 175
Alguns apresentaram a teoria de que o ano, naqueles tempos, tinha apenas um mês de duração. Mas não há nenhuma base bíblica para tal conceito. Se os anos tivessem sido meses de trinta dias, isto significaria que Enos se teria tornado pai antes de ter oito anos de idade, e outros, tais como Quenã, Malalel, Jarede e Enoque, antes de terem seis anos de idade (Gên. 5:12, 15, 18, 21) Uma comparação de Gênesis 7:11 com Gênesis 8:3, 4, mostra que cento e cinqüenta dias, do total de um ano e dez dias que Noé e sua família passaram na arca, eram cinco meses. O fato de que a Bíblia menciona também o décimo mês, e, depois, um período de quarenta dias e dois outros de sete dias, decorrendo dentro daquele mesmo ano, indica que foi um ano de doze meses (de trinta dias por mês). — Gên. 8:5, 6, 10, 12-14.
É apenas razoável que as gerações mais próximas da perfeição original do homem tivessem maior longevidade do que as mais afastadas dela, levando seu corpo mais tempo para envelhecer e por fim morrer. Após o Dilúvio, a duração da vida do homem diminuiu repentinamente. Parece então ter começado um declínio mais gradual, e, por volta do tempo de Moisés, setenta anos eram considerados como sendo a duração média da vida. (Sal. 90:10) Apesar das melhores condições econômicas, médicas e sanitárias, a atual duração da vida é ainda mais ou menos a mesma.
Embora o homem continue a ser “de vida curta” e seja comparado a “uma bruma que aparece por um pouco de tempo e depois desaparece” (Jó 14:1; Tia. 4:14), a Bíblia oferece uma prolongada expectativa de vida. Jeová disse por meio de Isaías: “Os dias do meu povo serão como os dias da árvore.” (Isa. 65:22) A respeito de uma variedade de árvores, as sequóias, foi observado que, se não ocorressem relâmpagos, incêndios e vendavais, algumas delas poderiam viver por 10.000 anos.
Mesmo a atual duração da vida do homem pode ser um pouco prolongada pela obediência às leis e aos mandamentos de Deus, porque isso resulta em “longura de dias e anos de vida”. Também, os que têm a sabedoria prática de Deus são abençoados com “longura de dias”, aprazibilidade e paz. Essa sabedoria é apropriadamente chamada de “árvore de vida”. (Pro. 3:1, 2, 13, 16-18) A sabedoria divina coloca a pessoa na “vereda da justiça”. (Pro. 12:28) E admoesta-se aquele que “amar a vida e quiser ver bons dias” a ‘desviar-se do que é mau e fazer o que é bom’. — 1 Ped. 3:10, 11; Sal. 34:12-14; 37:27.
Jesus Cristo ensinou aos seus discípulos que eles não deviam preocupar-se indevidamente com as coisas materiais, perguntando: “Quem de vós, por estar ansioso, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?” No entanto, Cristo mostrou que, por ‘buscarem primeiro o reino e a justiça de Deus’, eles receberiam as necessárias coisas materiais. (Mat. 6:25, 27, 33; Luc. 12:25, 26, 31) Por colocarem os assuntos espirituais em primeiro lugar na vida, e por absorverem continuamente conhecimento de Jeová Deus e de seu Filho Cristo Jesus, estariam numa posição favorável para receber uma futura duração infindável da vida, a “vida eterna”. — João 17:3. Tirado de Ajuda ao Entendimento da Bíblia, p. 1066, em inglês.