Aumento da obra do Reino no Brasil — do “Anuário” de 1969
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NO TEMPO da publicação deste Anuário, esperamos já estar no novo edifício da filial em São Paulo, onde estaremos melhor equipados para cuidar dos excelentes aumentos. Apreciamos muito a ajuda provida pelos irmãos em outros países para com esta construção. Em vista do excelente aumento nos estudos bíblicos domiciliares, espera-se que um grande número de pessoas semelhantes a ovelhas tome sua posição ao lado da verdade, num futuro próximo.
Entre os que se chegam à luz da verdade há alguns que estavam profundamente arraigados na religião falsa. Um pregador pentecostal havia aceito publicações, de modo que se lhe fizeram revisitas, e ele demonstrou interesse em aprender mais. Convidou o publicador a proferir um discurso na sua igreja. O irmão concordou, depois de explicar que falaria sobre um assunto da sua escolha e usaria a Tradução do Novo Mundo, visto que o ministro pentecostal havia objetado a isso nas visitas anteriores. Ele concordou com isso e o discurso foi muito bem recebido pela numerosa assistência, e especialmente pelo ministro e sua família. O interesse aumentou ao ponto de que cerca de vinte pessoas estudavam com as testemunhas de Jeová. O presbítero de outra igreja soube que este ministro pentecostal estava estudando e foi para impedir o estudo, mas, depois de ficar sabendo por que o pregador estudava, ele também quis estudar. Um por um, os membros das duas famílias se chegaram à verdade e agora todos estão ativos na pregação das “boas novas”.
Uma missionária iniciou um estudo com certa senhora que demonstrara verdadeiro desejo de aprender a verdade. Desde o inicio, usaram-se alguns minutos, após o estudo, para se explicar o funcionamento da organização de Jeová, e, depois de alguns estudos, explicou-se que nem todos iriam dar atenção à verdade e que devemos esperar ter ocasionalmente oposição. “Por exemplo”, explicou a missionária, “a senhora é a única nesta rua, que estuda a Bíblia”. Quando a missionária ia partir, a senhora perguntou: “O que se diz quando se oferece uma assinatura?” A missionária explicou brevemente como se fazia a oferta no trabalho de casa em casa. Três dias depois, elas se encontraram novamente e a senhora disse: “Depois que saiu, fiquei muito preocupada de que ninguém mais nesta rua estava estudando, por isso fui e visitei a todos os que conheço, e angariei treze assinaturas e coloquei trinta e nove folhetos.” A missionária escreve: “Fiquei com lágrimas de alegria nos olhos quando escutei isso, pois, quão verazes são as palavras de Isaías 54:13, que Jeová, deveras, ensina as suas ovelhas.” Elas saíram então no serviço e iniciaram um estudo bíblico com uma das novas assinantes. Mas, surgiu então um problema, pois o marido desta senhora proibiu-lhe sair novamente no serviço. A publicadora considerou, então, com ela a posição bíblica da esposa e disse que talvez o marido realmente não compreendesse o que sua esposa estava fazendo e por que, e que se lhe devia dar uma oportunidade para saber. Naquela noite, a esposa disse a seu marido: “Armando, eu gostaria que me deixasse explicar-lhe o que isto significa para mim e para você.” Ele concordou, dizendo: “Está bem, por que não o faz então?” Ela tomou o livro Vida Eterna e considerou as obrigações dos maridos e das esposas. Ele ficou imediatamente interessado e agora também estuda e assiste às reuniões.
Numa cidadezinha do estado do Paraná, um sacerdote católico incitou um grupo de fanáticos a atacar o Salão do Reino durante uma reunião dos irmãos. Alguns irmãos foram espancados severamente e o Salão do Reino ficou em ruínas. Isto recebeu considerável publicidade naquela região e várias pessoas expressaram-se revoltadas com tal ação do sacerdote e da turba de amotinados, sendo que uma pessoa de destaque ofereceu-se para pagar o custo de um novo letreiro para o Salão do Reino. Depois de se reiniciarem as reuniões, o sacerdote falou com um dos irmãos que recebera vários golpes durante o distúrbio e perguntou se as reuniões iam continuar. O irmão disse-lhe que continuariam e convidou-o a ouvir a conferência, do domingo seguinte. O sacerdote procurou dissuadi-lo de ser testemunha de Jeová, oferecendo-lhe até mesmo dinheiro, mas o irmão disse a este falso pastor por que era testemunha de Jeová e por que continuaria como tal. Não houve mais ataques.
A atividade dos pioneiros de férias aumentou bem durante o ano. Em abril, 1.594 participaram neste serviço, e depois, em julho, houve um novo auge de 2.274 dos que serviram como pioneiros de férias. Uma congregação de 28 publicadores no estado da Bahia teve 17 pioneiros de férias em abril e 18 em julho, e a maioria destes fez nova petição para setembro, durante a visita do servo de circuito. Nas oito unidades de Recife houve mais de 160 pioneiros de férias em julho. Em uma unidade, duas irmãs, já bem avançadas em anos, participaram neste privilégio e acompanharam os outros pioneiros para trabalharem num território que distava três horas de ônibus. Voltaram para casa, depois de um longo dia de trabalho, cansadas, mas cheias de entusiasmo para voltar lá outro dia. O servo de congregação diz que elas agüentaram melhor do que alguns dos mais jovens no grupo. Uma congregação no Rio de Janeiro relatou que, com a ajuda de 20 pioneiros de férias, puderam iniciar-se 46 estudos novos durante o mês de julho e colocar-se 573 livros encadernados. Um casal, de Curitiba, escreveu que não conseguiu suas férias quando queria, para servir como pioneiros de férias, de modo que escolheu um mês com vários feriados, podendo assim satisfazer os requisitos do serviço de pioneiro de férias sem ter férias.
O Brasil tem muito território para trabalhar, e deu-se bastante atenção ao trabalho em território não designado, durante o ano. Desde junho e até o fim de agosto, designaram-se 263 cidades a congregações e a pioneiros. Diversas congregações alugaram ônibus para levar os grupos ao seu território a ser trabalhado. Uma congregação em Salvador encontrou tanto interesse na cidade que trabalhou, que os irmãos alugaram uma casa para as reuniões e voltam lá regularmente para congregar os muitos interessados para os estudos. Numa congregação no Rio de Janeiro houve um grupo de quarenta publicadores que alugaram um ônibus para trabalhar numa cidade não designada, onde encontraram muitas pessoas que queriam estudar a Bíblia. Não conseguiram abranger a cidade inteira na primeira visita, de modo que alugaram uma casa, para que duas pioneiras da congregação pudessem ficar ali e cuidar dos estudos iniciados. Diversos publicadores puderam arranjar os seus negócios de modo a se mudarem para algumas destas cidades, a fim de cuidar dos interessados. Uma família de cinco pessoas viajou uns 580 quilômetros para trabalhar numa cidade durante as suas férias, e encontrou tantas pessoas querendo aprender a verdade, que decidiu mudar-se para lá, para continuar a ajudar os muitos interessados encontrados. Outra família se mudou para uma cidade não designada, onde três membros dela puderam empreender o serviço de pioneiro regular.