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  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia
  • Despertai! — 1980
Despertai! — 1980
g80 8/4 pp. 20-23

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[Matéria extraída, condensada, de Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.]

ABIGAIL [pai (i. e., fonte) de alegria; ou, o pai está-se regozijando].

1. Uma esposa de Davi. Originalmente, uma mulher da cidade de Carmelo que se tornou esposa do abastado Nabal, da vizinha Maom, ambos os lugares situando-se à beira do ermo de Judá, a oeste do mar Morto. (1 Sam. 25:2, 3; Jos. 15:20, 55) Ela possuía “boa discrição e bela figura”, ao passo que seu primeiro marido, cujo nome significa “insensato” ou “estúpido” era “duro e mau nas suas práticas”.

Depois da morte do profeta Samuel, Davi e seus homens mudaram-se para a área em que pastavam os rebanhos do marido de Abigail. Os homens de Davi, depois disso, eram como que uma “muralha” em torno dos pastores e rebanhos de Nabal, noite e dia. Assim, quando chegou a época da tosquia, Davi enviou alguns moços a Carmelo, para trazer à atenção de Nabal os bons serviços que lhe foram prestados e para solicitar uma oferta de alimento da parte dele. (1 Sam. 25:4-8, 15, 16) Mas o sovina Nabal berrou invectivas contra eles e insultou Davi, como se fosse uma pessoa inconseqüente, e todos eles como se fossem possíveis escravos fugitivos. (Vs. 1 Sam. 25:9-11, 14) Isto irou tanto a Davi que ele se cingiu da espada e conduziu cerca de quatrocentos homens em direção a Carmelo, para exterminar Nabal e os homens de sua casa. — Vs. 1 Sam. 25:12, 13, 21, 22.

Abigail, ouvindo falar do incidente através dum servo perturbado, mostrou sua percepção sábia por imediatamente juntar amplo suprimento de alimentos e cereais, e então enviá-los a sua frente, aos cuidados de seus servos, assim como Jacó fizera antes de contatar Esaú. (1 Sam. 25:14-19; Gên. 32:13-20) Sem dizer nada ao marido dela, cavalgou para encontrar-se com Davi e, num longo e fervoroso apelo, que manifestava sabedoria e lógica, bem como respeito e humildade, convenceu Davi de que as palavras insensatas do seu marido não justificariam o injusto derramamento de sangue, nem a falta de confiança em Jeová, de ele próprio resolver o assunto dum modo correto. (1 Sam. 25:14-20, 23-31) Davi agradeceu a Deus pelo bom senso e pela ação rápida de tal mulher. — Vs. 1 Sam. 25:32-35; compare com Provérbios 25:21, 22; 15:1, 2.

Voltando para casa, Abigail esperou que seu marido readquirisse a sobriedade, depois duma festa de bebedeira, e então o informou de suas ações. Então, “o coração dele ficou morto dentro dele e ele próprio ficou como pedra”, e, depois de dez dias, Jeová o fez expirar. Quando as novas chegaram a Davi, ele enviou uma proposta de casamento a Abigail, que ela não hesitou em aceitar. Partilhou as afeições de Davi junto com Ainoã, uma jezreelita, a quem Davi tomara previamente como esposa. A primeira esposa de Davi, Mical, já havia sido dada por seu pai, Saul, a outro homem. — 1 Sam. 25:36-44.

Abigail estava com Davi em Gate, na planície da Filístia, e, mais tarde, retornou à região montanhosa de Ziclague. Durante a ausência de Davi, um grupo incursor de amalequitas do sul incendiou Ziclague e levou todas as mulheres e crianças, inclusive Abigail e Ainoã. Davi, com a garantia de Jeová de que teria êxito, liderou seus homens em persegui-los e, num ataque de surpresa, sobrepujou os amalequitas, recuperando os cativos e os bens. — 1 Sam. 30:1-19.

Lá em Ziclague, três dias depois, chegaram as notícias da morte de Saul. (2 Sam. 1:1, 2) Abigail então acompanhou seu marido até Hébron, de Judá, onde Davi foi ungido pela primeira vez como rei. Ali ela deu à luz um filho, Quileabe (2 Sam. 3:3), também chamado Daniel em 1 Crônicas 3:1. As esposas de Davi aumentaram para seis em Hébron, e nem Abigail nem seu filho são mais mencionados no relato. — 2 Sam. 3:2-5.

2. Uma das duas irmãs de Davi. (1 Crô. 2:13-17) Alguns peritos crêem ser ela apenas meia-irmã, aparentada por parte de mãe, mas não por parte de pai. Em 2 Samuel 17:25, Abigail é chamada de “filha de Naás”. A tradição rabínica sustenta que Naás é simplesmente outro nome de Jessé, pai de Davi. A Versão Septuaginta (edição lagardiana) apresenta “Jessé”, ao invés de “Naás”, neste versículo. Várias traduções modernas também rezam dessa forma. (Veja An American Translation; The Jerusalem Bible.) No entanto, é digno de nota que o registro em 1 Crônicas 2:13-16 não chame Abigail e Zeruia de ‘filhas de Jessé’, mas, ao invés, de “irmãs” dos filhos de Jessé, inclusive Davi. Isto permite a possibilidade de que sua mãe tivesse estado primeiro casada com um homem chamado Naás, a quem deu Abigail e Zeruia, antes de se tornar esposa de Jessé, e a mãe de seus filhos. Não se pode, por conseguinte, declarar dogmaticamente que Abigail fosse filha de Jessé.

Abigail, irmã de Davi, é mencionada como dando à luz apenas um filho, Amasa. O marido dela é mencionado como Itra, o israelita, em 2 Samuel 17:25, mas nos outros lugares é chamado Jeter (1 Reis 2:5, 32), e, em 1 Crônicas 2:17, é mencionado como “Jeter, o ismaelita”. É possível que Abigail contraísse matrimônio com Jeter durante o tempo em que Jessé e sua família moravam na terra de Moabe. (1 Sam. 22:3, 4) Seu filho, Amasa, não recebeu nenhuma atenção evidente durante o reinado de Davi, até a rebelião de Absalão. O primo dele, Absalão, então o fez chefe de suas forças armadas. Todavia, depois da morte de Absalão, o irmão de Abigail, o Rei Davi, teve tratos com o filho dela, Amasa, para obter apoio para sua volta ao trono, e, depois disso, fez de Amasa o chefe do exército, substituindo Joabe. (2 Sam. 19:11-14) Esta designação logo trouxe a morte para o filho de Abigail, às mãos de seu amargurado primo, Joabe. — 2 Sam. 20:4-10.

ABIRÃO [pai da elevação, orgulho ou senhorio; orgulhoso].

Um rubenita, filho de Eliabe e irmão de Datã e Nemuel. Era chefe de família, e um dos principais homens de Israel na época do êxodo do Egito. — Núm. 26:5-9.

Abirão e seu irmão Datã apoiaram Corá, o levita, em sua rebelião contra a autoridade de Moisés e Arão. Um terceiro rubenita, chamado Om, também é incluído no estágio inicial da rebelião, mas, depois disso, não é mais mencionado. (Núm. 16:1) Isto talvez se deva a que desempenhou um papel mui subordinado na rebelião. Ou, talvez, indique que Om se retirou dela, depois da censura inicial de Moisés aos conspiradores. Tendo ajuntado um grupo de 250 maiorais, que eram “homens de fama”, tais homens acusaram Moisés e Arão de arbitrariamente se elevarem sobre os demais da congregação. (Vs. Núm. 16:1-3) Pelas palavras de Moisés a Corá, torna-se patente que Corá e seus seguidores dentre os levitas procuravam o sacerdócio que fora conferido a Arão (Vs. Núm. 16:4-11); mas isto evidentemente não se dava com Abirão e Datã, que eram rubenitas. Moisés lidou com eles em separado, e sua rejeição à convocação de Moisés para comparecer perante ele contém acusações dirigidas unicamente contra Moisés, sem se mencionar Arão. Clamaram contra a liderança de Moisés sobre a nação e disseram que ele ‘tentava bancar ao máximo o príncipe sobre eles’, e que deixara de cumprir a promessa de guiá-los a qualquer terra que manava leite e mel. A oração de Moisés a Jeová, em resposta a tais acusações, contém semelhantemente uma defesa de suas próprias ações, e não as de Arão. — Vs. Núm. 16:12-15.

Disto pareceria que a rebelião tinha dois sentidos, e visava não só o sacerdócio arônico, mas também a posição de Moisés como administrador das instruções de Deus. (Sal. 106:16) A situação talvez parecesse oportuna para a organização do sentimento popular em favor duma mudança, visto que pouco antes disso o povo se havia queixado duramente de Moisés, tinha mencionado a nomeação de novo cabeça para liderar a nação de volta ao Egito, e até mesmo mencionara apedrejar Josué e Calebe por apoiarem Moisés e Arão. (Núm. 14:1-10) Rubem era o primogênito de Jacó mas perdera o direito a herança, como tal, devido à ação errada. (1 Crô. 5:1) Assim, Datã e Abirão talvez expressassem ressentimentos para com o exercício de autoridade sobre eles por parte de Moisés, o levita, por desejarem recuperar o primado perdido de seu antepassado. Números 26:9, contudo, mostra que sua luta não era só contra Moisés e Arão, mas também era uma “peleja contra Jeová”, que havia divinamente comissionado Moisés e Arão para ocuparem posições de autoridade.

Visto que a família dos coatitas (em que estava incluída a família de Corá) acampava do lado sul do tabernáculo, o mesmo lado que os rubenitas, é possível que a tenda de Corá ficasse próxima das de Datã e Abirão. (Núm. 2:10; 3:29) Na ocasião em que Deus expressou seu julgamento, Datã e Abirão estavam de pé à entrada de suas tendas, ao passo que Corá e duzentos e cinqüenta rebeldes se juntaram à entrada da tenda de reunião, com seus incensários nas mãos. Daí, depois da ordem de Moisés para que o resto do povo se afastasse de volta das tendas dos três chefes da rebelião, Deus manifestou sua condenação do proceder desrespeitoso deles por fazer com que o solo se abrisse abaixo das tendas de tais homens, tragando Datã e Abirão, e suas famílias. (Núm. 16:16-35; Deu. 11:6; Sal. 106:17) A família de Corá, com a exceção de seus filhos, pereceu semelhantemente. O próprio Corá morreu junto com os duzentos e cinqüenta rebeldes, destruídos pelo fogo diante do tabernáculo. (Núm. 16:35; 26:10, 11) Assim, teve rápido fim a rebelião contra a autoridade divinamente designada, e, por seu quinhão nela, o nome de Abirão foi extirpado de Israel.

ABISMO [Grego, ábyssos]. No grego, esta palavra e formada por a, prefixo intensificador, e byssós, a forma ônica de bythós (2 Cor. 11:25), significando “profundeza” ou “extensão”. Significa “muito ou tremendamente profundo” (Parkhurst) ou “insondável, ilimitado” (Lidell e Scott). A tradução Septuaginta usa-a regularmente para traduzir o hebraico tehóhm (profundeza aquosa), como em Gênesis 1:2; 7:11.

Ábyssos ocorre nove vezes nas Escrituras Gregas Cristãs, sete das quais no livro de Revelação. É do “abismo” que procedem os gafanhotos simbólicos, sob a chefia de seu rei, Abadon, ou Apolion, “o anjo do abismo”. (Rev. 9:1-3, 11) A “fera” que trava guerra contra as “duas testemunhas” de Deus e as mata também é mencionada como saindo “do abismo”. (Rev. 11:3, 7) Revelação 20:1-3 descreve o futuro lançamento de Satanás no abismo, por mil anos algo que uma legião de demônios instou Jesus a não fazer com eles numa certa ocasião. — Luc. 8:31.

A respeito da raiz que significa “insondável”, como caraterístico do “abismo”, é interessante observar a declaração da Encyclopœdia of Religion and Ethics (Enciclopédia de Religião e Ética) de Hastings (1913, Vol. I, p. 54), que, ao comentar Romanos 10:6, 7, afirma: “A impressão transmitida pela linguagem de S. Paulo é da amplidão de tal domínio, como de um que tentaríamos explorar em vão.” Paulo contrasta a inacessibilidade do “céu” e do “abismo” com a acessibilidade da justiça pela fé. O uso da palavra relacionada, báthos, feito por Paulo em Romanos 11:33, ilustra isto: “Ó profundidade [báthos] das riquezas, e da sabedoria, e do conhecimento de Deus! Quão inescrutáveis são os seus julgamentos e além de pesquisa são os seus caminhos!” (Veja também 1 Coríntios 2:10; Efésios 3:18, 19.) Assim, em harmonia com Romanos 10:6, 7, o lugar representado pelo “abismo” também, evidentemente, subentenderia estar ‘fora do alcance’ de todos, exceto de Deus, ou de seu anjo designado, com a “chave do abismo”. (Rev. 20:1) Um dos significados atribuídos à palavra ábyssos no Greek-English Lexicon (Léxico Greco-Inglês) de Liddell e Scott é “o infinito vazio”.

ABIÚ [pai dele; meu pai é ele]. Um dos quatro filhos de Arão e de sua esposa Eliseba; o irmão de Nadabe, Eleazar e Itamar. (Êxo. 6:23; 1 Crô. 6:3; 24:1) Nascido no Egito, Abiú, como o segundo filho de Arão, era um homem já maduro na época do êxodo, seu pai tendo então oitenta e três anos. — Núm. 33:39.

Como filhos mais velhos, Nadabe e Abiú tinham a permissão, da parte de Jeová, de acompanhar seu pai e setenta dos anciãos de Israel ao se aproximarem do monte Sinai e ali ter, à distância, uma magnífica visão da glória de Deus. (Êxo. 24:1, 9-11) Jeová honrou os filhos de Arão, designando-os a servir como sacerdotes junto com seu pai, o sumo sacerdote, e ordenando que dentre eles deveria sair o eventual sucessor de Arão. Eles trajavam vestes e coberturas sacerdotais para a cabeça “para glória e beleza”. Moisés devia “ungi-los e encher-lhes as mãos de poder, e . . . santificá-los” para seu serviço a Deus. (Êxo. 28:1, 40-43) O sacerdócio seria deles “como estatuto por tempo indefinido”. (Êxo. 29:8, 9) Depois disso, foram continuamente incluídos nas instruções de Deus a respeito do sacerdócio e de suas funções. (Êxo. 29:10-46; 30:26-38) Também, Deus inculcou-lhes de modo enfático, bem como à inteira nação, a importância vital de se respeitar e santificar as coisas relacionadas com a Sua adoração, inclusive o altar do incenso e o equipamento ligado ao mesmo. Sua vida dependia de respeitarem os regulamentos divinos.

Bem, um ano contado a partir do êxodo, veio o tempo para se estabelecer o tabernáculo e a inauguração do sacerdócio (1512 A.E.C.). A nação inteira se reuniu diante da entrada da tenda de reunião para as cerimônias de investidura, e viu Arão, e Abiú e seus irmãos, serem lavados e obterem o turbante, recebendo a unção como sacerdotes de Deus a fim de representarem a nação perante Ele. Depois disso, os sacerdotes recém-investidos permaneceram a entrada da tenda de reunião durante sete dias para concluir sua investidura, e, como Moisés disse, “‘para vos encher a mão de poder’ . . . E Arão e seus filhos passaram a fazer todas as coisas que Jeová ordenara por meio de Moisés”. — Lev. 8:1-3, 13-36.

No oitavo dia, Arão começou a oficiar, tendo a Abiú e seus irmãos como auxiliares. (Lev. 9:1-24) Eles testemunharam a gloriosa manifestação da presença de Deus. Mas, evidentemente, antes de terminar esse dia, o relato diz que “Nadabe e Abiú [o mais velho dos quatro filhos], apanharam e trouxeram cada um o seu porta-lume, e puseram fogo neles e colocaram incenso sobre ele, e começaram a oferecer fogo ilegítimo perante Jeová, que ele não lhes tinha prescrito. Saiu então fogo de diante de Jeová e os consumiu, de modo que morreram perante Jeová”. (Lev. 10:1, 2) Seus cadáveres foram levados para fora do acampamento pelos primos de Arão, conforme a instrução de Moisés. Seu pai e irmãos restantes foram instruídos por Deus a deixar de demonstrar qualquer pesar por eles terem sido assim extirpados da congregação. — Lev. 10:4-7.

Imediatamente depois disso, Deus forneceu a Arão um aviso sobre o uso de bebida alcoólica inebriante por parte dele ou de seus filhos na ocasião em que serviam no tabernáculo, “para que não morrais”. Comentando este versículo, The Pentateuch and Haftorahs (O Pentateuco e as Haftorás) editado por J. H. Hertz (Levítico, p. 446), afirma: “Os Rabinos ligaram o incidente de Nadabe e Abiú com esta injunção contra as bebidas alcoólicas inebriantes antes de oficiarem no Santuário.” Assim, a questão da bebedice poderá ter estado envolvida em seu grave pecado, mas a causa real da morte deles foi a violação do requisito de Deus para a adoração pura por oferecerem “fogo ilegítimo, que ele não lhes tinha prescrito”.

Abiú usufruiu grandes honras por parte de Deus e notável destaque perante toda a nação por algum tempo; mas, quer por ambição, um exaltado ego, quer devido a uma atitude frívola para com as instruções de Deus, seus privilégios foram breves, e ele morreu sem ter filhos. — Núm. 3:24; 26:60, 61; 1 Crô. 24:1, 2.

ADONIAS [Já é meu Senhor].

O quarto filho de Davi, nascido de Hagite, em Hébron. (2 Sam. 3:4) Embora tivesse outra mãe, Adonias era muito similar a Absalão, tendo “muito boa figura”, bem como em sua ambição. (1 Reis 1:5, 6; confronte com 2 Samuel 14:25; 15:1.) Apesar da declaração de Jeová de que a realeza seria de Salomão (1 Crô. 22:9, 10), Adonias começou a jactar-se de que seria o próximo Rei de Israel. Visto que Amnom e Absalão, e provavelmente Quileabe, já estavam mortos, Adonias sem dúvida alicerçava suas pretensões ao trono com base de ser o filho mais velho. Como Absalão, fez ostentosa exibição de suas pretensões, e não foi corrigido por seu pai. Constituiu um grupo de apoiadores por granjear o favor do chefe do exército, Joabe, e do cabeça do sacerdócio, Abiatar. (1 Reis 1:5-8) Realizou então uma festa sacrificial próximo de En-Rogel, a uma curta distância da cidade de Jerusalém, convidando a maioria da casa real, mas não a Salomão, nem a Natã, o profeta, e a Benaia. Seu intuito óbvio era fazer-se declarar rei. — 1 Reis 1:9, 10, 25.

Natã, o profeta, agiu prontamente para bloquear os planos de Adonias. Aconselhou a mãe de Salomão, Bate-Seba, a lembrar a Davi o seu juramento a favor da realeza de Salomão, e então surgiu depois dela nos aposentos do Rei a fim de confirmar as palavras dela, e alertar Davi quanto à gravidade da situação, também, com efeito, indicando que achava que Davi talvez estivesse agindo pelas costas de seus associados íntimos. (1 Reis 1:11-27) Isto moveu o idoso Rei à ação e ele prontamente deu ordens para a imediata unção de Salomão como co-regente e sucessor ao trono. Esta medida provocou alegre alvoroço entre o povo, que foi ouvido no banquete de Adonias. Logo um mensageiro, o filho do sacerdote Abiatar, chegou com as notícias inquietantes da proclamação, feita por Davi, de Salomão como rei. Os apoiadores de Adonias prontamente se dispersaram e ele fugiu para o pátio do tabernáculo, procurando refúgio. Salomão então lhe concedeu o perdão, condicionado a seu bom comportamento. — 1 Reis 1:32-53.

No entanto, depois da morte de Davi, Adonias acercou-se de Bate-Seba e a induziu a agir como sua agente perante Salomão, para solicitar como esposa a Abisague, a jovem enfermeira e companheira de Davi. A declaração de Adonias, de que “o reinado ia tornar-se meu, e que foi em mim que todo o Israel fixou a sua face para eu me tornar rei” indica que ele achava ter sido privado de seu direito, muito embora reconhecesse professamente a mão de Deus nesse assunto. (1 Reis 2:13-21) Ao passo que sua solicitação talvez se baseasse inteiramente no desejo de obter alguma compensação pela perda do reino, sugeria fortemente que as chamas da ambição continuavam acesas em Adonias, visto que, segundo o costume oriental, as esposas e concubinas dum Rei só se poderiam tornar tais do seu sucessor legal. (Compare com 2 Samuel 3:7; 16:21.) Salomão encarou assim tal solicitação, feita mediante sua mãe, e ordenou a morte de Adonias, ordem esta que foi prontamente executada por Benaia. — 1 Reis 2:22-25.

AJUDANTE [Heb., shalísh, terceiro homem, referindo-se ao terceiro guerreiro num carro de guerra]. A palavra shalísh tem sido traduzida em várias versões da Bíblia como “capitão”, “guerreiro”, “combatente”, “tropas de escol”, “ajudante”, etc.

Algumas inscrições de monumentos que ilustram os carros de guerra “hititas” e assírios mostram três homens: um é o condutor; outro é o combatente com a espada, lança ou arco, e um terceiro é o carregador do escudo. Embora não se tenham encontrado monumentos que apresentem os carros egípcios dirigidos por três pessoas, o termo é usado em Êxodo 14:7 com respeito aos condutores de carros de Faraó. O terceiro guerreiro do carro, usualmente aquele que carregava o escudo, era um comandante auxiliar do carro de guerra, um ajudante. A palavra portuguesa “ajudante” significa “pessoa que ajuda; ajudador, acólito” (Aurélio).

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